
Beijando outras bocas . Olhando em outros olhos.
Sorriso falso, todas as marcas no olhar.
Já nem sei como me sinto. Não sinto.
Apenas existo, não vivo.
Chegadas e partidas inesperadas, suas.
Me torno mais forte a cada partida, me acostumei a perder você de vista.
Não vivo esperando por uma chegada, por mais possível que ela (as vezes) possa parecer.
Me acostumei com partidas, com chegadas não.
As lágrimas um dia secam, e por mais que eu queira o choro não vem.
Precisava sentir mais do que eu sinto pra que as gotas dos meu olhos formassem um rio no meu travesseiro.
Reli cartas, cada palavra parece mentira. Uma grande e dolorosa mentira. Como sempre foi.
Você é uma mentira e só eu mesma acreditei.
Talvez eu tenha projetado em ti um(ou vários) sonhos meus.
E foi tudo saindo como o planejado até que o meu sonho foi se partindo e dando lugar aos meus pesadelos.
Quantas vezes narrei pra ti meus presságios? Avisava pra ti, quando na verdade, devia ter avisado a mim.
O pior mesmo é quando não se quer acreditar na verdade que você mesmo encontrou.
O pesadelo, os presságios, se tornou tudo tão real...
Não teria sido tão doloroso se eu tivesse cortado o mal pela raiz naquele fim de tarde no fim daquele setembro escuro.
Eu não me canso, remoer passados é minha especialidade! Passado Presente.
Me perdoe, o filme as vezes passa na minha cabeça
e como eu já decorei as falas, me foco nos detalhes...
Sempre me surge uma nova versão, um lance que passou em branco
e sempre me vem uma nova análise dos fatos.
Ainda não surgiu uma versão definitiva, virá outra edição.
"algemado a uma cama
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